E-Music


Origem da Música Eletrônica no Brasil

Nós amantes da música eletrônica ficamos imaginando e até se questionando onde e como tudo começou aqui, e qual foi o seu trajeto para o agora.
Origem:

Descobrimos que tendo início nos anos 60 aqui no Brasil com música eletroacústica - assim como foi na Alemanha e França, só que no fim dos anos 30. Dando graças a Jorge Antunes que na época tinha 19 anos de idade, tocava violino e era compositor autodidata e já despontava como nosso precursor do som eletrônico que era até então totalmente desconhecido no país.
                        
Um pouco sobre Jorge Antunes

Antunes naquela época já construía seus equipamentos (geradores, filtros, moduladores entre outros), produzia suas gravações e composições. Sendo convidado pelo Instituto Villa-Lobos - Rio de Janeiro, para organizar o seu Centro de Pesquisas Musicais e foi nomeado professor de música eletroacústica do mesmo instituto, ministrando aulas de composição e transferindo seu laboratório para lá. Mas, devido o regime militar só pode correr atrás para lançar o primeiro disco de música eletrônica em 74. Após enviar várias cartas as gravadoras, recebendo 15 negativas, chegou a hora de ser lançado pela gravadora Mangione Discos, que aceitou a idéia. E assim saiu o primeiro disco brasileiro de música eletrônica. Chegando a ser vendido em lojas comerciais e tendo páginas inteiras de jornais e revistas que foram ocupadas por matérias e entrevistas como Correio Braziliense, Veja, Estadão, Folha, o Globo e JB, mesmo assim seus consumidores eram poucos.

Estudando composição e regência na Escola Nacional de Música da Universidade do Brasil (atual UFRJ), também cursou Física na Faculdade Nacional de Filosofia (FNFi) com bolsas de estudos fez Instituto Torcuato Di Tella - Buenos Aires, no Instituto de Sonologia da Universidade de Utrecht - Holanda, no Groupe de Recherches Musicales e no Conservatório Superior de Música - Paris onde atuou como compositor estagiário de Pierre Schaeffer, Guy Reibel e François Bayle. Doutorando-se pela Sorbonne - Paris, com a tese Son Nouveau, Nouvelle Notation.

Fundador do Estúdio de Pesquisas Cromo-Musicais, premiado nacionalmente e internacionalmente o maestro, professor titular da Universidade de Brasília (UnB), criador da Música Cromofônica, membro da Academia Brasileira de Música e presidente da Sociedade Brasileira de Música Eletroacústica, também recebeu o título de Chevalier des Arts et des Lettres, do governo francês e tem nove livros técnicos publicados pelas mais conceituadas editoras e gravadoras no mundo.
Trajetória:
Em meados de 70, a disco music ou discoteca (como preferir) decolou, sendo popularizada no mundo todo com o filme ''Os embalos de sábado à noite'' com John Travolta. Aqui no Brasil em 76 no Rio de Janeiro foi inaugurado em um Shopping na Gavea a discoteca Frenetic Dancing Days, que se tornou a febre das noites cariocas onde se apresentavam As Frenéticas, que eram um grupo de disco music feminino formado por seis vocalistas. Tendo uma repercussão ainda maior com a novela Dancin' Days da rede Globo de Televisão no ano de 78, no mesmo ano Tim Maia acompanhado pela Banda Black Rio lançou o álbum Tim Maia Disco Club. Fora rádios nacionais que tinham em sua programação especial de Disco Club.

Em 89 a House Music ou como ficou mais conhecida por aqui "poperô" (sendo usado o termo pejorativo) chegou destronando outros ritmos com o mega hit Pump Up the Jam - Technotronic invadindo as pistas no mundo todo, em 1993 no filme ''Space Jam'' essa música volta as paradas. Com vários hits originou vários outros ritmos, que veremos mais a frente na nossa série de postagens sobre os gêneros musicais.

Nos anos 90 o movimento clubber obteve enorme força no estado de São Paulo, fazendo surgir as primeiras casas noturnas voltadas para música eletrônica que era uma mistura típica brasileira com forte ligação europeia. Fazendo com que o Brazilian Drum'n'Bass fosse divulgado além dos adeptos a vida noturna e também nos meios de comunicação, ganhando uma rádio especialmente para e-music a Energia-97. Com tantos gêneros em alta nos clubes, por exemplo o Techno, o numero de ouvintes da música eletrônica no país se tornava cada vez maior, gerando público para as festas ao ar livre como as Raves, que lotavam a ponto de cair nas mídias pelas acusações que haviam ao redor da cena eletrônica, de ser um antro de utilização de drogas sem nenhuma fiscalização.

Desde então a música eletrônica brasileira gera clubs, festas, artistas e novas vertentes todos os dias.

Já sabia, o que achou?

transcrito do site: "Curtindo E-Music Por Ai"